Três anos: A vida de um padre que ame a Missa Tradicional pode ser absolutamente asfixiante.
Nesse final de semana, muitos fiéis católicos em Valais (Suíça), próximos à antiguíssima Abadia de Saint-Maurice d’Agaune, que costumava ser o bastião do catolicismo suíço-francês, foram surpreendidos ao saber que um dos mais amados padres na abadia, Cônego Yannick Escher, deixou a casa agostiniana.Cônego Escher, que era o Capelão da escola abadial e mestre de cerimônias na Abadia, deixou Saint-Maurice por… Écône [o principal seminário internacional da Fraternidade Sacerdotal São Pio X - FSSPX / SSPX, também em Valais]. Por que? Summorum Pontificum Observatus explica:
"Numa mensagem enviada a nós nesta manhã, o Cônego Yannick Escher se explica e acrescenta importantes detalhes. Ele então enfatiza que ‘Monsenhor Roduit, o Abade de Saint-Maurice, recebeu uma carta de 5 páginas explicando minha partida. Na manhã seguinte, meus Irmãos receberam a mesma carta. Ela consiste de, essencialmente, razões litúrgicas (é impensável implementar o Motu proprio) e doutrinais”.
Está, assim, confirmado que as razões para essa partida não são as de natureza pessoal – um mau relacionamento com seus irmãos ou uma depressão, etc. – mas antes litúrgicas e doutrinais. O Cônego Escher informa que implementar o Motu Proprio era impensável. Três anos após a promulgação deste último, tendo chegado o tempo dos relatórios, é nesta perspectiva que essa partida do Cônego Escher deve ser entendida. A resistência ao Motu Proprio é enorme entre as autoridades episcopais e eclesiais… Já é hora da comissão Ecclesia Dei saber o que quer fazer, de modo que não caia novamente na falta de ação dos anos anteriores.
[Na foto, Cônego Joseph Roduit, Abade de Saint-Maurice.]
Fonte: Rorate-Caeli


19:27
Ed Bueno